Thursday, July 20, 2006
Como estou?
Stressado mas mais ou menos bem. A minha glicémia oscila entre os 137 e os 160 mas de vez em quando desce abaixo dos 90, algo que me preocupa porque começo logo a tremer e com suores frios.
A médica quer que ela esteja nos 130, nem mais nem menos mas eu sinto-me bem com 160. Contudo se subir acima dos 160 já começo a sentir-me mal e se ultrapassar os 300 entro em stress absoluto, sendo o meu actual recorde de 350 certificado pelo Curry Cabral... já sou famoso :)
Recomecei o ginásio, com hidroginástica 2 a 3 vezes por semana e para já é a única coisa que consigo fazer sem ficar paralisado. Estou com 135 kilos, menos 5 kilos que da última vez. Desespero para baixar até aos 123 kilos.
Em Agosto tenho consulta de diabetes, vamos ver como decorre e no final de Agosto tenho oftalmologista, outro pesadelo meu. Boas férias a todos!
A médica quer que ela esteja nos 130, nem mais nem menos mas eu sinto-me bem com 160. Contudo se subir acima dos 160 já começo a sentir-me mal e se ultrapassar os 300 entro em stress absoluto, sendo o meu actual recorde de 350 certificado pelo Curry Cabral... já sou famoso :)
Recomecei o ginásio, com hidroginástica 2 a 3 vezes por semana e para já é a única coisa que consigo fazer sem ficar paralisado. Estou com 135 kilos, menos 5 kilos que da última vez. Desespero para baixar até aos 123 kilos.
Em Agosto tenho consulta de diabetes, vamos ver como decorre e no final de Agosto tenho oftalmologista, outro pesadelo meu. Boas férias a todos!
Risidon 1000
Perguntaram-me se os efeitos deste remédio eram assim tão maus. Vou esclarecer um ponto muito importante:
O Risidon 1000 é um antidiabético importante na medicação de um diabético e o primeiro a ser receitado. O facto dele a mim me provocar hipoglicémias nocturnas é devido à reacção que o meu organismo tem, mas que não é igual para todos os diabéticos. Curiosamente o Risidon é o antidiabético mais fraco e com menos efeitos do mercado e normalmente, quem é diabético passado um tempo começa a addcionar outros antidiabéticos, para fugirem à insulina.
Se os vossos médicos vos receitaram Risidon 1000 não tenham medo de tomar mas respeitem tudo o que os médicos vos dizem e sobretudo nunca deixem de comer como deve ser. Eu continuo a tomá-lo, agora 3 vezes por semana e para os enjoos tomo Omephrazol um autêntico milagre.
O Risidon 1000 é um antidiabético importante na medicação de um diabético e o primeiro a ser receitado. O facto dele a mim me provocar hipoglicémias nocturnas é devido à reacção que o meu organismo tem, mas que não é igual para todos os diabéticos. Curiosamente o Risidon é o antidiabético mais fraco e com menos efeitos do mercado e normalmente, quem é diabético passado um tempo começa a addcionar outros antidiabéticos, para fugirem à insulina.
Se os vossos médicos vos receitaram Risidon 1000 não tenham medo de tomar mas respeitem tudo o que os médicos vos dizem e sobretudo nunca deixem de comer como deve ser. Eu continuo a tomá-lo, agora 3 vezes por semana e para os enjoos tomo Omephrazol um autêntico milagre.
Monday, June 26, 2006
Peso Pesado
8 dias em Los Angeles resultaram no meu maior pesadelo. Viagem mal estruturada, isenta de informações que eu acho fundamentais. Uma cama terrível que me deram constantemente dores de costas e um mau dormir diário e sobretudo uma alimentação terrível e ausência da medicação por perda de confiança dos meus companheiros de viagem.
Tudo isto deu num aumento de 12 brutais kilos, ou seja, quando no dia 17 de Maio a enfermeira de diabetes me pesou, estava com 142 kilos.
Para além dos kilos a mais, tinha um estria enorme num dos lados da costas, resultado das molas duras da cama americana e tinha 2 enormes rachas no pé esquerdo, uma das quais aberta dando sinais de perigo eminente.
Coloco todas as culpas nas péssimas condições que me deram nos 8 dias, cheios de stress, um ambiente de cortar a faca e uma companhia que mais valia não ter ido comigo.
Durante mais de 1 mês, vi-me grego para lutar contra a eminente infecção do pé que podia gangrenar e sobretudo nos kilos. Hoje a médica pesou-me e estava com 135 kilos, a luta continua!
Os kilos a mais provocam-me dores musculares e nas articulações dos joelhos. Pernas inchadas e insónias. Dores de cabeça e de vez em quando tensão alta. Portanto, quando forem para fora, façam o favor de exigir todas as condições... caso contrário fiquem em casa!
Tudo isto deu num aumento de 12 brutais kilos, ou seja, quando no dia 17 de Maio a enfermeira de diabetes me pesou, estava com 142 kilos.
Para além dos kilos a mais, tinha um estria enorme num dos lados da costas, resultado das molas duras da cama americana e tinha 2 enormes rachas no pé esquerdo, uma das quais aberta dando sinais de perigo eminente.
Coloco todas as culpas nas péssimas condições que me deram nos 8 dias, cheios de stress, um ambiente de cortar a faca e uma companhia que mais valia não ter ido comigo.
Durante mais de 1 mês, vi-me grego para lutar contra a eminente infecção do pé que podia gangrenar e sobretudo nos kilos. Hoje a médica pesou-me e estava com 135 kilos, a luta continua!
Os kilos a mais provocam-me dores musculares e nas articulações dos joelhos. Pernas inchadas e insónias. Dores de cabeça e de vez em quando tensão alta. Portanto, quando forem para fora, façam o favor de exigir todas as condições... caso contrário fiquem em casa!
Monday, March 27, 2006
A fase menos má - desabafos
Regressei à medicação e assim terminou mais uma fase de negação. Apesar de tudo, não estou a seguir à risca a medicação, por causa das hipoglicémias, se bem que a minha médica me jure que o Risidon 1000 não as provoca (ok, eu já tive 8, então senhora doutoura explique-me o que me anda a provocá-las!).
A fase mais obscura também passou e finalmente tive luz verde do oftalmologista para regressar ao ginásio. Como quero seguir o meu plano de treinos, fui às compras e comprei um fato de treino Adidas (havia para o meu tamanho), uns excelentes ténis Nike sem costuras (por causa dos pés), calções, uns sapatos especiais para a hidroginástica (por causa dos pés), meias e uns acessórios.
Os ténis foram a minha maior aquisição e o bem-estar regressou aos meus treinos. Cardio-Fitness (1h 30m - 3 x semana), hidroginástica (1h - 3 x semana) e Pilates (1h - 2 x semana).
Eu aconselho vivamente Pilates. É excelente para o stress e ensina-nos a lidar melhor com o nosso corpo.
A minha glicémia é a que sofre com esta mudança. Os níveis andam razoávelmente baixos (120 - 158), os picos despareceram, mas o medo das hipoglicémias continua. A médica é que vai ficar contente com os resultados.
Ser diabético tipo 2 é, em certos momentos da vida, horrivel. A sociedade descrimina, a família não compreende, os médicos pouco ajudam. A minha última consulta no hospital durou 15 minutos, nem mais nem menos. A médica não me viu a tensão arterial, não quis ver o aparelho de glicémias e apenas fez perguntas e analisou as análises clínicas. Esperei 5 meses para ser visto em 15 minutos!
Dentro de um mês e uma semana vou estar 8 dias em Los Angeles. É uma cidade que me fascina todos os anos. Tenho ido sempre sózinho, mas quis o destino que este ano vá acompanhado com mais 2 amigos. Tenho a certeza que nos vamos divertir e ao mesmo tempo trabalhar porque senão o patrão dá cabo de nós.
Acho que terminei os meus desabafos, pelo menos por hoje...
A fase mais obscura também passou e finalmente tive luz verde do oftalmologista para regressar ao ginásio. Como quero seguir o meu plano de treinos, fui às compras e comprei um fato de treino Adidas (havia para o meu tamanho), uns excelentes ténis Nike sem costuras (por causa dos pés), calções, uns sapatos especiais para a hidroginástica (por causa dos pés), meias e uns acessórios.
Os ténis foram a minha maior aquisição e o bem-estar regressou aos meus treinos. Cardio-Fitness (1h 30m - 3 x semana), hidroginástica (1h - 3 x semana) e Pilates (1h - 2 x semana).
Eu aconselho vivamente Pilates. É excelente para o stress e ensina-nos a lidar melhor com o nosso corpo.
A minha glicémia é a que sofre com esta mudança. Os níveis andam razoávelmente baixos (120 - 158), os picos despareceram, mas o medo das hipoglicémias continua. A médica é que vai ficar contente com os resultados.
Ser diabético tipo 2 é, em certos momentos da vida, horrivel. A sociedade descrimina, a família não compreende, os médicos pouco ajudam. A minha última consulta no hospital durou 15 minutos, nem mais nem menos. A médica não me viu a tensão arterial, não quis ver o aparelho de glicémias e apenas fez perguntas e analisou as análises clínicas. Esperei 5 meses para ser visto em 15 minutos!
Dentro de um mês e uma semana vou estar 8 dias em Los Angeles. É uma cidade que me fascina todos os anos. Tenho ido sempre sózinho, mas quis o destino que este ano vá acompanhado com mais 2 amigos. Tenho a certeza que nos vamos divertir e ao mesmo tempo trabalhar porque senão o patrão dá cabo de nós.
Acho que terminei os meus desabafos, pelo menos por hoje...
Tuesday, March 14, 2006
A fase da negação
É verdade, também eu estou a passar por esta tão agradável fase. Quero negar a doença que tenho, nego que tenho de tomar a medicamentação, faço asneiras a torto e a direito, sou um verdadeiro imbecil.
E de facto não ando a tomar os antibiabéticos e tenho raiva de os tomar. Psst... não digam nada à minha médica, porque senão quem sofre na pele sou eu. Sim, se ela souber deve matar-me de certeza.
Depois, descobri que engordei, nada de especial, apenas mais uns quilinhos que num corpo do meu tamanho, significam montes de problemas. Estou com 133 kilos, parece mentira mas fixei-me nesta barreira e tenho de urgentemente de descer muito para baixo.
Finalmente consegui autorização do médico dos olhos para reiniciar a ginástica. Já estava há 4 meses parado e as consequências da paragem são desastrosas, como devem calcular.
No outro dia, uma pessoa amiga perguntou-me porque razão desabafo num blog. É engraçado, mas conheço outros diabéticos que têm blogs e que fazem o mesmo que eu e penso que é benéfico desabafar, nem que seja para escrever montes de porcaria ao acaso, com imensas verdades pelo meio. Eu sinto-me bem desabafar para o vazio num blog, não sei quem me vai ler, nem é algo que me cause problemas na cabeça. Se gostaram fico contente, se não gostaram fico contente na mesma.
Os pézinhos também andam a dar problemas. Para já estão pesados e inchados, depois têm uma camada de calosidade monstruosa. As rachas a minha Mãe conseguiu tratá-las, mas retirar a calosidade é um autêntico sacrifício. Imaginem que têm de levantar um pé que pesa uns 25 kilos e que o têm de o manter no ar durante vários minutos... um horror.
Hoje no ginásio, mais uma vez, repararam no meu belo corpo, mas desta vez menti-me conversa e os moços acabaram por pedir desculpas e por dizer que se fosse com eles, não sabiam como iriam reagir. Nós os gordos somos completamente discriminados nos balneários dos ginásios, todo o mundo olha com ar de gozo para nós, sem se importarem se ficamos mentalmente bem ou não.
Será que isto é um regresso? Sinceramente não vou prometer nada, apenas que vou tentar regressar, nem que seja para desabafar.
E de facto não ando a tomar os antibiabéticos e tenho raiva de os tomar. Psst... não digam nada à minha médica, porque senão quem sofre na pele sou eu. Sim, se ela souber deve matar-me de certeza.
Depois, descobri que engordei, nada de especial, apenas mais uns quilinhos que num corpo do meu tamanho, significam montes de problemas. Estou com 133 kilos, parece mentira mas fixei-me nesta barreira e tenho de urgentemente de descer muito para baixo.
Finalmente consegui autorização do médico dos olhos para reiniciar a ginástica. Já estava há 4 meses parado e as consequências da paragem são desastrosas, como devem calcular.
No outro dia, uma pessoa amiga perguntou-me porque razão desabafo num blog. É engraçado, mas conheço outros diabéticos que têm blogs e que fazem o mesmo que eu e penso que é benéfico desabafar, nem que seja para escrever montes de porcaria ao acaso, com imensas verdades pelo meio. Eu sinto-me bem desabafar para o vazio num blog, não sei quem me vai ler, nem é algo que me cause problemas na cabeça. Se gostaram fico contente, se não gostaram fico contente na mesma.
Os pézinhos também andam a dar problemas. Para já estão pesados e inchados, depois têm uma camada de calosidade monstruosa. As rachas a minha Mãe conseguiu tratá-las, mas retirar a calosidade é um autêntico sacrifício. Imaginem que têm de levantar um pé que pesa uns 25 kilos e que o têm de o manter no ar durante vários minutos... um horror.
Hoje no ginásio, mais uma vez, repararam no meu belo corpo, mas desta vez menti-me conversa e os moços acabaram por pedir desculpas e por dizer que se fosse com eles, não sabiam como iriam reagir. Nós os gordos somos completamente discriminados nos balneários dos ginásios, todo o mundo olha com ar de gozo para nós, sem se importarem se ficamos mentalmente bem ou não.
Será que isto é um regresso? Sinceramente não vou prometer nada, apenas que vou tentar regressar, nem que seja para desabafar.
Sunday, February 05, 2006
Os perigos de um diabético
A maior parte dos diabéticos, como eu, não sabiam da existêntica da doença, até que o médico revela o veredicto. O primeiro impacto é mais ou menos normal, sobretudo se for do tipo 2, o mais vulgar da actualidade. O problema vem depois, com todos os pequenos problemas e perigos que apanhamos a seguir.
Boa noite a todos, peço-vos desculpas pelo tempo de ausência, mas nestes últimos dias, problemas é algo que abunda por estes lados. Mas aqui estou, para vos dar a conhecer os meus pequenos passos.
Quando saímos pela primeira do hospital, não sabemos dos perigos que nos espreita, sobretudo quando começamos com a medicação. O antidiabético é fundamental para o equilíbrio da nossa glicémia. Esta por sua vez, deve-se manter num nível estável, e que não seja nem baixo ou alto do recomendado. Ora o remédio, vai puxar pelo nosso pâncreas, que por sua vez expele mais insulina e esta vai diminuir o nível de glicémia. É aqui que espreita um perigo... o da hipoglicémia.
A hipoglicémia acontece quando a glicémia desce a um nível baixo, no meu caso, começo com sintomas a partir dos 82, desmaiando se esta atingir abaixo de 70. Numa pessoa normal, 70 é um nível perfeitamente normal, mas num diabético, é sinal de perigo.
Outro perigo que espreita, diz respeito aos efeitos que o antidiabético pode original no organismo do doente. No meu caso, o meu antidiabético potencia os efeitos de outros remédios que obrigatóriamente tenho de tomar, como por exemplo, o remédio para a tensão arterial, enrija o cócó que devo evacuar e ainda me faz insónias.
Acreditem, é um autêntico pesadelo!
Boa noite a todos, peço-vos desculpas pelo tempo de ausência, mas nestes últimos dias, problemas é algo que abunda por estes lados. Mas aqui estou, para vos dar a conhecer os meus pequenos passos.
Quando saímos pela primeira do hospital, não sabemos dos perigos que nos espreita, sobretudo quando começamos com a medicação. O antidiabético é fundamental para o equilíbrio da nossa glicémia. Esta por sua vez, deve-se manter num nível estável, e que não seja nem baixo ou alto do recomendado. Ora o remédio, vai puxar pelo nosso pâncreas, que por sua vez expele mais insulina e esta vai diminuir o nível de glicémia. É aqui que espreita um perigo... o da hipoglicémia.
A hipoglicémia acontece quando a glicémia desce a um nível baixo, no meu caso, começo com sintomas a partir dos 82, desmaiando se esta atingir abaixo de 70. Numa pessoa normal, 70 é um nível perfeitamente normal, mas num diabético, é sinal de perigo.
Outro perigo que espreita, diz respeito aos efeitos que o antidiabético pode original no organismo do doente. No meu caso, o meu antidiabético potencia os efeitos de outros remédios que obrigatóriamente tenho de tomar, como por exemplo, o remédio para a tensão arterial, enrija o cócó que devo evacuar e ainda me faz insónias.
Acreditem, é um autêntico pesadelo!
Sunday, December 25, 2005
Feliz Natal
É tempo de Natal, tempo de presentes e de comida boa. Esta última parte é sempre a nossa desgraça, mas se durante um ano fazemos tantos sacrifícios, porque razão não podemos ter 1 dia livre para as nossas loucuras!
Não, não fui louco este ano, comi perú com batata palha, cercei um gelado de café e uns fios de ovos, mais o famoso bacalhau. Tudo dividido em 2 refeições, mais uma ceia e se ontem tinha 138 de glicémia depois do jantar, hoje estou com 146. Nada mau! Por acaso esperava muito mais por causa dos fios de ovos.
Feliz Natal para todos.
Não, não fui louco este ano, comi perú com batata palha, cercei um gelado de café e uns fios de ovos, mais o famoso bacalhau. Tudo dividido em 2 refeições, mais uma ceia e se ontem tinha 138 de glicémia depois do jantar, hoje estou com 146. Nada mau! Por acaso esperava muito mais por causa dos fios de ovos.
Feliz Natal para todos.
Saturday, December 24, 2005
Pé de Diabético
O pé diabético é um pé de risco que requer cuidados redobrados e específicos, atendendo às suas características de alteração de sensibilidade por defeito e alteração da sua proprioceptividade. Deste modo, referimo-nos por exemplo, a pacientes que perderam características próprias do pé como a de sentir um sapato apertado, um objecto estranho no interior do mesmo, temperaturas extremas, dor provocada por um simples heloma (calo), ou outras alterações que, em circunstâncias normais, o paciente referiria dor e incapacidade de locomoção.Este tipo de pé é objecto de estudo e analise no sentido de se diagnosticar e prever situações de alto risco, tendo-se de intervir no imediato tentando prevenir o aparecimento de lesões incuráveis e limitantes para o doente, com tratamentos personalizados, do tipo compensatório, evitando sintomatologias dolorosas, zonas de excesso de pressão, responsáveis pelo aparecimento de lesões úlcerativas, que quando não prevenidas e/ou tratadas são indicio forte de possível amputação.
70% a 85% das amputações do pé diabético são evitáveis
A prevenção e tratamento das complicações do pé diabético é uma das áreas fundamentais, em que a especialidade de Podologia intervêm, dando resposta a grande parte das patologias do pé, com enorme sucesso.
"As amputações de origem não traumática são mais frequentes nos diabéticos, concretamente, úlceras neuropáticas e isquémicas."
Esta situação pode ser reversível, ou pelo menos atenuante, uma vez que 70% das amputações não teriam ocorrido se os diabéticos usassem calçado adequado e ortoteses plantares personalizadas, ou seja, palmilhas realizadas por profissionais especializados, Podologistas, de forma a corrigir e compensar as alterações e as deformidades presentes nos pés.Devido à neuropatia, associada à doença, os diabéticos deixam de ter sensação de dor sobretudo ao nível dos membros inferiores, em especial no pé, pelo que não se apercebem do aparecimento de úlceras (feridas), que na maioria dos casos são provocadas pelo calçado, apertado ou inadequado ao pé de cada pessoa. Estas úlceras podem infectar e evoluir para uma situação em que é necessário recorrer à amputação.O estudo biomecânico e computorizado do pé, através de exames e meios tecnológicos avançados, permite-nos prevenir o aparecimento de lesões a nível do pé, como as úlceras, entre outras, bem como, informação sobre as alterações posturais, que permitirá a concepção de um tratamento adaptado a cada caso, de forma a que haja uma distribuição e uniforme do peso corporal.
PREVENÇÃO É O TRATAMENTO MAIS IMPORTANTE
É importante que toda a população se consciencialize que o pé é sem dúvida uma estrutura a que se deve dar especial atenção, nomeadamente, os cuidados profilácticos preventivos que podem contribuir para a diminuição das amputações do pé, que se verifica sobretudo ao nível do pé diabético. As doenças que afectam o pé têm crescido, devido ao envelhecimento demográfico e ao aumento do número de pessoas diabéticas e obesas. E a Podologia tem-se afirmado como uma especialidade científica que muito tem contribuído para melhorar a saúde do pé. Aliás, a diminuição do número de amputações no Norte tem sido associada ao papel dos Podologista nesta região.
CUIDADOS A TER COM OS PÉS
- Lavar os pés diariamente com um sabão neutro;
- Secar muito bem os pés com um pano suave, especialmente nos espaços interdigitais;
- Aplicação de creme hidratante diariamente;
- Usar meias de fibras naturais (algodão ou lã) e trocá-las todos os dias;
- Cortar as unhas de forma recta (não arredondar os cantos) ou recorrer a um Podologista para que possa cortá-las;
- Não usar/aplicar queratolíticos (calicidas) sobre a pele;
- Nunca caminhar descalço em locais públicos, nem na praia;
- Utilizar tecido de algodão para limpar a parte interna dos calçados;
- Examinar os pés todos os dias e procurar um Podologista em caso de calos, calosidades ou qualquer inflamação ou infecção;
- Procurar um Podologista caso alguma lesão cutânea ultrapasse mais que 48 horas;
- Tratar a pele caso seja extremamente seca ou com transpiração excessiva;
- Manter o calçado limpo e trocá-lo todos os dias;
- Usar sapatos confortáveis;
- Usar sapatos adequados às várias actividades;
- Não utilizar calçado fechado, sem meias;
- Usar calçado que proteja contra pequenos traumatismos;
- Usar calçado de acordo com as dimensões do seu pé (em comprimento e em largura): o calçado deve ser de formas largas e os materiais que o compõem deverão ser maleáveis e flexíveis. O contraforte (material que envolve o calcanhar) deverá ter alguma contenção. No caso das senhoras, os tacões não deverão ser muito altos, nem muito finos, de preferência, devem ser rasos;
- Verificar sempre o interior do calçado, antes de colocá-lo, à procura de alguma pedra, dureza ou dobra no forro do sapato;
- Manter sempre actualizada a vacina contra o tétano.
- Se é diabético, deve consultar um Podologista pelo menos uma a duas vezes por ano, para assim ter um bom acompanhamento na evolução da sua doença, ao nível do pé.
SE É DIABÉTICO… PREVINA-SE!
Autor: Dr. Jorge Torres
Sapatos para Diabéticos
Diabetic Shoes - PHC
Diabetic Shoes - Healiohealth
Nota: Em Portugal apenas conheço uma loja de ortopedia em Lisboa (Av Marquês de Tomar) que vende este tipo de sapatos.
70% a 85% das amputações do pé diabético são evitáveis
A prevenção e tratamento das complicações do pé diabético é uma das áreas fundamentais, em que a especialidade de Podologia intervêm, dando resposta a grande parte das patologias do pé, com enorme sucesso.
"As amputações de origem não traumática são mais frequentes nos diabéticos, concretamente, úlceras neuropáticas e isquémicas."
Esta situação pode ser reversível, ou pelo menos atenuante, uma vez que 70% das amputações não teriam ocorrido se os diabéticos usassem calçado adequado e ortoteses plantares personalizadas, ou seja, palmilhas realizadas por profissionais especializados, Podologistas, de forma a corrigir e compensar as alterações e as deformidades presentes nos pés.Devido à neuropatia, associada à doença, os diabéticos deixam de ter sensação de dor sobretudo ao nível dos membros inferiores, em especial no pé, pelo que não se apercebem do aparecimento de úlceras (feridas), que na maioria dos casos são provocadas pelo calçado, apertado ou inadequado ao pé de cada pessoa. Estas úlceras podem infectar e evoluir para uma situação em que é necessário recorrer à amputação.O estudo biomecânico e computorizado do pé, através de exames e meios tecnológicos avançados, permite-nos prevenir o aparecimento de lesões a nível do pé, como as úlceras, entre outras, bem como, informação sobre as alterações posturais, que permitirá a concepção de um tratamento adaptado a cada caso, de forma a que haja uma distribuição e uniforme do peso corporal.
PREVENÇÃO É O TRATAMENTO MAIS IMPORTANTE
É importante que toda a população se consciencialize que o pé é sem dúvida uma estrutura a que se deve dar especial atenção, nomeadamente, os cuidados profilácticos preventivos que podem contribuir para a diminuição das amputações do pé, que se verifica sobretudo ao nível do pé diabético. As doenças que afectam o pé têm crescido, devido ao envelhecimento demográfico e ao aumento do número de pessoas diabéticas e obesas. E a Podologia tem-se afirmado como uma especialidade científica que muito tem contribuído para melhorar a saúde do pé. Aliás, a diminuição do número de amputações no Norte tem sido associada ao papel dos Podologista nesta região.
CUIDADOS A TER COM OS PÉS
- Lavar os pés diariamente com um sabão neutro;
- Secar muito bem os pés com um pano suave, especialmente nos espaços interdigitais;
- Aplicação de creme hidratante diariamente;
- Usar meias de fibras naturais (algodão ou lã) e trocá-las todos os dias;
- Cortar as unhas de forma recta (não arredondar os cantos) ou recorrer a um Podologista para que possa cortá-las;
- Não usar/aplicar queratolíticos (calicidas) sobre a pele;
- Nunca caminhar descalço em locais públicos, nem na praia;
- Utilizar tecido de algodão para limpar a parte interna dos calçados;
- Examinar os pés todos os dias e procurar um Podologista em caso de calos, calosidades ou qualquer inflamação ou infecção;
- Procurar um Podologista caso alguma lesão cutânea ultrapasse mais que 48 horas;
- Tratar a pele caso seja extremamente seca ou com transpiração excessiva;
- Manter o calçado limpo e trocá-lo todos os dias;
- Usar sapatos confortáveis;
- Usar sapatos adequados às várias actividades;
- Não utilizar calçado fechado, sem meias;
- Usar calçado que proteja contra pequenos traumatismos;
- Usar calçado de acordo com as dimensões do seu pé (em comprimento e em largura): o calçado deve ser de formas largas e os materiais que o compõem deverão ser maleáveis e flexíveis. O contraforte (material que envolve o calcanhar) deverá ter alguma contenção. No caso das senhoras, os tacões não deverão ser muito altos, nem muito finos, de preferência, devem ser rasos;
- Verificar sempre o interior do calçado, antes de colocá-lo, à procura de alguma pedra, dureza ou dobra no forro do sapato;
- Manter sempre actualizada a vacina contra o tétano.
- Se é diabético, deve consultar um Podologista pelo menos uma a duas vezes por ano, para assim ter um bom acompanhamento na evolução da sua doença, ao nível do pé.
SE É DIABÉTICO… PREVINA-SE!
Autor: Dr. Jorge Torres
Sapatos para Diabéticos
Diabetic Shoes - PHC
Diabetic Shoes - Healiohealth
Nota: Em Portugal apenas conheço uma loja de ortopedia em Lisboa (Av Marquês de Tomar) que vende este tipo de sapatos.